Quem me conhece há um tempo sabe dos meus problemas e minhas histórias. E, junto de cada mal, uma frustração. Há um tempo atrás, eu disse ter me livrado de todas as que me restavam e sinto que, de fato, elas não fazem mais parte de mim.
Posso dizer que uma das minhas frustrações era uma certa mania de diminuir meu valor em todas as situações. Eu me achava uma pessoa ruim que “merecia” cada sofrimento vivido. Nunca tive um motivo específico pra me achar uma má garota, mas não adiantava, eu sempre me culpava por minhas dores. E, junto disso, a cada lágrima, eu elaborava uma espécie de plano perfeito de mudança, jurando nunca mais se repetir. E sempre aparecia uma nova Vicky, cheia de fé por boas novas, o que não parecia acontecer.
Até que, da útlima vez, eu resolvi trocar aquela minha velha lista de “o que mudar”, cheia de tópicos e observações por um plano mais simples: Ser feliz.
Não uma felicidade hipócrita, mas uma felicidade não pensada. Ouvi uma frase que dizia mais ou menos o que estou pensando: Nós perdemos tanto tempo planejando ser felizes enquanto outros, simplesmente são.
Nada de esquemas, nada de pensar demais. Agir e acontecer mesmo que nas pequenas coisas. E aquela Vicky antiga, a primeira delas, talvez, está voltando. Aquela de cinco anos atrás, que tinha um pai e uma vida tranquila.
Que Deus não permita mais recaídas, nem depressões. Só saudade.
Eu te amo.
